terça-feira, 24 de maio de 2011

Convite à Compaixão (Joanna de Ângelis)

 

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São poucos os que a cultivam.

Há a alegação generalizada de que todo aquele que se apieda, sofre desnecessariamente, e depois não há qualquer compensação. Logo se recupera o que ora padece e este retribui a generosidade, o auxílio, com a torpe ingratidão.

Que te importa, porém, se o ingrato for o outro?

Não se renova a árvore após a poda, produzindo em abundância e o solo revolvido, não aceita melhor a semente?

O essencial é que sejas partícipe ativo da renovação social e espiritual da Terra. Para esse mister não arroles dificuldades, não apontes incompreensões, não relacione queixas.

Possivelmente não poderás fazer muito, ante a larga faixa dos que expungem, dos que padecem necessárias retificações. Dispões, no entanto, do Amor, e assim enriquecido ser-te-á possível oferecer valiosas moedas de compaixão e fraternidade.

Disporás de um momento para ouvir as ânsias do espírito atribulado e ofereceres o roteiro seguro do Evangelho; terás a moeda da esperança para distenderes ao desafortunado, que tudo perdeu no jogo da ilusão e agora está à borda da loucura ou do suicídio; contribuirás com a oração intercessória, quando outros recursos já não sejam utilizáveis junto ao que se permitiu colher pelas circunstâncias infelizes que ele mesmo engendrou e das quais não pode escapar; distenderás o lenço do conforto, sugerindo que o perseguidor reconsidere a atitude, pois que mais tarde será ele o perseguido; lembrarás o impositivo das leis divinas àqueles que se facultam desonestidade e torpezas morais, se tiveres compaixão…

O Mestre, apiedado daqueles leprosos, sugeriu que se apresentassem aos sacerdotes, acontecendo que, em pleno caminho, se tornaram limpos…

Todos possuimos males que nos maculam o espírito e nos maceram interiormente. Apiedando-nos do próximo, credenciar-nos-emos à compaixão do Senhor, que nos favorecerá com a oportunidade de nos limparmos pelo caminho, também, antes de nos apresentarmos à Lei.

 

(Joanna de Ângelis. Convites da Vida. Cap. 7. Psicografado por Divaldo P. Franco.)